antigas mandalas: cantigas em roda - giro e contorno - eternos retornos - harmoniosas combinações - autônomas espirais e aspirações
atração fatal
vim juntar-me à pedra aqui - por questões de sobrevivência - verto constantemente a minha água onde me dôo onde me integro aqui me entrego aqui me acabo dou cabo de mim é meu vá sem fim em movimento desordenadamente harmonizado
Da matrona Níobe como da fornida Obirici verte feminina essa água (e por vezes essa lava) com que me atavicamente empenho em contra corrente buscando as fontes nos teus seis lábios com minhas duas línguas até retribuir viscoso todo o viço que vertes num gostoso espasmo de vida
Chamam de pequena morte essa que nos reproduz à noite a luz e o calor do sol cujos raios movem por bilhares de anos a cada dia toda a hidráulica, química biologia e economia de nosso mundo, vasto mundo, encolhido em nossa vã filosofia com que estendemos nossos lençóis com que velamos nossas naus nuas ao singrarmos os rios e oceanos de nossas margens, istmos e baías
Terra avisto em teus brilhantes olhos negros que me chamam terra a dentro em teus tons terrosos pontuados ébano e marfim numa envolvente melodia que me atavia elefalante ao trombar com teus mistérios
No teu mais baixo alto-forno arde todo um eldorado em que fundimos nossas estéticas políticas e éticas assimétricas numa prática conjunta de volúpia respeito, ternura e gratidão
Minha sensível ponta é aquecida em tua brasa de telúrica lava remoída pelas marés das a- trações de nossos olhares que se encontram e des- encontram cíclicos
Rondamo-nos moemo-nos irrigamo-nos
Até que nossas pontas pedras, crespos, lâminas reviravoltam-se num fino pó com que formamos massa cuja liga por meio do produto multiplicador dessa soma incontável religa-nos ao reinício do próximo ciclo
Da matrona Níobe
ResponderExcluircomo da fornida Obirici
verte feminina essa água
(e por vezes essa lava)
com que me atavicamente
empenho em contra corrente
buscando as fontes
nos teus seis lábios
com minhas duas línguas
até retribuir viscoso
todo o viço que vertes
num gostoso espasmo de vida
Chamam de pequena morte essa
que nos reproduz à noite
a luz e o calor do sol
cujos raios movem
por bilhares de anos
a cada dia
toda a hidráulica, química
biologia e economia de nosso
mundo, vasto mundo, encolhido
em nossa vã filosofia
com que estendemos nossos lençóis
com que velamos nossas naus nuas
ao singrarmos os rios e oceanos
de nossas margens, istmos e baías
Terra avisto em teus brilhantes
olhos negros que me chamam
terra a dentro em teus tons
terrosos pontuados ébano e marfim
numa envolvente melodia que me atavia
elefalante ao trombar com teus mistérios
No teu mais baixo alto-forno
arde todo um eldorado
em que fundimos nossas estéticas
políticas e éticas assimétricas
numa prática conjunta de volúpia
respeito, ternura e gratidão
Minha sensível ponta
é aquecida em tua brasa
de telúrica lava
remoída pelas marés das a-
trações de nossos olhares
que se encontram e des-
encontram cíclicos
Rondamo-nos
moemo-nos
irrigamo-nos
Até que nossas pontas
pedras, crespos, lâminas
reviravoltam-se num fino pó
com que formamos massa
cuja liga
por meio do produto
multiplicador
dessa soma
incontável
religa-nos
ao reinício
do próximo ciclo